SOBRE A BIOSOL


SOBRE A BIOSOL

A BIOSOL iniciou suas atividades com o intuito de agregar valor aos subprodutos da indústria da cana-de-açúcar e de cervejaria, que tradicionalmente são descartados como resíduos, que são as leveduras fermentativas. Almejando transformar estes resíduos em produtos de alto valor agregado para suplementação da ração animal, a BIOSOL tem uma planta piloto para crescimento, purificação e secagem de leveduras de interesse comercial. Ao longo de sua trajetória, as experiências e know how adquiridos permitiu a identificação de outros potenciais usos para as leveduras, seus metabólitos e constituintes estruturais, que vão desde a produção de biocombustível até a produção de produtos especiais como corantes e outros insumos para a indústria alimentícia e de ração animal. Neste contexto a BIOSOL criou sua unidade de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, a BIOINOV, que conta com pesquisadores com formações complementares e parcerias com empresas privadas e centros de pesquisas e universidades. Pautada na ética, respeito ao meio ambiente, responsabilidade social, cultura da pesquisa e inovação, e compromisso com clientes e parceiros, a BIOSOL desenvolve produtos e insumos de alto valor agregado para as áreas de suplementação da alimentação animal e humana.

Bioinov –Biosol Inovações Biotecnológicas

Bioinov –Biosol Inovações Biotecnológicas


Ao longo de sua trajetória, as experiências e know how adquiridos permitiram a identificação de outros nichos de mercado envolvendo potenciais usos de leveduras e bactérias, seus metabólitos e constituintes estruturais, que vão desde a produção de biocombustível até a produção de produtos especiais como corantes e outros insumos para a indústria alimentícia e de ração animal.

Vislumbrando as diversas aplicabilidades descritas, em 2012 Biosol investiu na construção de uma planta piloto para crescimento, purificação e secagem de leveduras e bactérias de interesse comercial. Ao mesmo tempo, para concretude dos novos produtos a empresa apostou na criação de uma unidade de Inovação, Pesquisa e Desenvolvimento, chamada Bioinov –Biosol Inovações Biotecnológicas, que pensa a inovação através da Biotecnologia e conta com pesquisadores com formações complementares e parcerias com empresas privadas e centros de pesquisas e universidades.

A pesquisa e desenvolvimento sempre fizeram parte da história da Biosol, desde o início de suas atividades, quando investiram capital intelectual e financeiro para agregar valor a um sub-produto da indústria da cana-de-açúcar. Nesse processo, foi necessário o desenvolvimento de uma metodologia para purificação da matéria prima (sub-produto da cana) e pesquisas para identificar as potencialidades do uso das leveduras obtidas da indústria sucroalcooleira, que contaram com o apoio de Pesquisadores-Consultores de renome, e com a experiência fabril da equipe da Biosol. Todas estas iniciativas objetivaram a obtenção de produtos derivados de leveduras com aplicação mais nobre e valor de mercado diferenciado.

domingo, 27 de julho de 2014

Sistema FIEP aproxima empresas e pesquisadores da área de Biotecnologia Agroindustrial

Os setores atendidos foram: Biotecnologia aplicada à Indústria de Nutrição Animal, Agrícola e Florestal.

Rodada Biotecnológica Agroindustrial é uma proposta do projeto de Articulação das Rotas Estratégicas para a Indústria Paranaense, que, pelo grupo de trabalho denominado Rodada de Negócios Tecnológica Universidade/Empresa, trabalharam para concretizar as visões de futuro previstas no Roadmapping da Biotecnologia aplicada à indústria Agrícola e Florestal e Roadmapping da Biotecnologia aplicada à Indústria Animal.”

objetivo do evento foi aproximar as empresas e pesquisadores para que esses pudessem interagir e estabelecer parcerias em pesquisa e desenvolvimento, contribuindo para o desenvolvimento de novos processos e tecnologias em biotecnologia aplicada à agricultura, florestas e nutrição animal. A Rodada Biotecnológica
 
Agroindustrial incentivou a transferência de tecnologia, identificou as necessidades de pesquisas das empresas e as ofertas de pesquisas científicas das Universidades/Centros de Pesquisa, além de ter proporcionado esclarecimento aos profissionais do setor agroindustrial sobre inovação tecnológica.

A Rodada Biotecnológica Agroindustrial foi dividido em duas temáticas: Biotecnologia aplicada à Indústria de Nutrição Animal (dia 04 de junho) e Biotecnologia Agrícola e Florestal (dia 05 de junho). O evento aconteceu no Campus da Indústria, em Curitiba, e reuniu representantes de empresas, universidades e institutos de pesquisa do Paraná e São Paulo.

Estiveram presentes nove empresas e pesquisadores de diferentes instituições do estado do Paraná, totalizando um total de 72 encontros de oferta e demanda de pesquisa. Ametodologia para esta integração foram encontros com duração de 30 minutos cada. Os escritórios de inovação dos centros de pesquisa também estavam presentes e puderam oferecer aos participantes orientações técnicas específicas para cada parceria discutida.

As instituições de ensino têm grande potencial de conhecimento e, de outro lado, está a indústria, que precisa atender as demandas dos consumidores. É preciso que aconteça uma interação e um alinhamento entre as partes e essa rodada permite essa aproximação entre universidade, instituições e empresas”, disse a representante do núcleo de Inovação Tecnológica e chefe da divisão de propriedade intelectual da Universidade Estadual de Maringá, Rejane Sartori, que participa das rodadas de negócios pela terceira vez.

Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações), que representa 150 empresas brasileiras, apóia a realização de rodadas de negócios. Para o coordenador de Assuntos Regulatórios e Qualidade do Sindicato, Bruno Caputi, o evento auxilia na busca da inovação no setor de nutrição animal. “Muitas empresas de nosso sindicato já procuram nas universidades estudos e inovações que possam melhorar a nutrição animal e esse evento aumenta ainda mais esse contato”, relatou.

Para auxiliar empresas, universidades e instituições, o Sindirações lançou o Compêndio Brasileiro de Alimentação Animal em 2013. O material pode ser adquirido por meio do sindicato. “É um guia prático, com diversos conteúdos técnicos sobre alimentação animal, legislação, matéria prima, aditivos, entre outros”, disse Caputi.

Para o coordenador técnico corporativo de nutrição animal da BRF, Uislei Orlando, o principal resultado das rodadas de negócios são os contatos realizados durante o evento para possíveis oportunidades de parceria. Segundo ele, é preciso transformar ideias em ações. “Precisamos transformar artigos da academia em práticas, tecnologias e aplicação nas empresas e indústrias”, destacou.

O gerente técnico em Pesquisa e Nutrição da empresa Poli-Nutri, André Viana Coelho de Souza, é a segunda vez que prestigia o evento e disse que retornaria. Marcelo Huber, empresário da Sanex, também é a segunda vez que participa do evento e lembrou que, após a Rodada Tecnológica em Nutrição Animal de 2012, foi desenvolvido um novo produto para a empresa. Huber também enfatizou a importância do evento para o desenvolvimento do setor, e que mais empresas deviam participar, pois é uma ótima oportunidade de interagir com pesquisadores de diferentes instituições, e desenvolver projetos para elaboração de novos produtos.

Rodada Biotecnológica Agroindustrial contou com os seguintes apoios – patrocinadores: CNPq, Sistema FIEP, Fytogen, Impextraco, Nutrimental, e instituições colaboradoras e apoiadoras: Sindirações, Embrapa Florestas, UEM, NIT-UEM, UFPR, Agência de Inovação da UFPR e da UTFPR.

Fonte: Observatórios SESI/SENAI/IEL
Avanços da avicultura na área de nutrição

Por João Carlos de Angelo
Zootecnista 

A produção avícola é uma das grandes responsáveis pelo desenvolvimento do Brasil por consumir grande parte dos ingredientes produzidos e transformá-los em proteína animal (carne e ovos) com melhor valor agregado. A avicultura do País cresceu em volume e principalmente em parâmetros de produtividade nos últimos anos, ocupando a terceira colocação como produtor mundial e maior exportador.
A grande dificuldade enfrentada pelos avicultores é com a alimentação, que representa aproximadamente 70% dos custos da produção. Aqui, as rações para avicultura são tradicionalmente formuladas com milho e farelo de soja. Estes ingredientes são negociados em bolsas de mercadorias e qualquer oscilação de oferta ou demanda destas commodities acarreta na oscilação dos preços, o qual é repassado para o valor da carne e ovos e refletido no custo da cesta básica. O setor avícola não tem como absorver toda oscilação, pois a margem de lucratividade é estreita.
A nutrição é responsável pelo maior custo individual do segmento e interfere também na qualidade do produto final a ser oferecido ao mercado, na quantidade e qualidade do resíduo gerado. O grande desafio das empresas é referente à formulação de rações visando principalmente o ganho de peso e conversão alimentar, isto é, melhor conversão da quantidade de ração consumida em carne e ovos. Com a melhora da conversão alimentar é possível preservar o meio ambiente por meio da otimização no uso de grãos.
Para garantir o desenvolvimento do setor, os produtores precisam planejar e administrar suas operações de forma segura. Uma das possibilidades para diminuir os custos é a utilização de ingredientes alternativos, que podem substituir parcialmente e, em alguns casos de forma integral, as fontes tradicionais de energia e proteína. O sorgo é um exemplo, mas é necessária uma avaliação criteriosa para não acarretar em baixo resultado zootécnico.
Uma técnica que tem se tornado cada vez mais tradicional é a formulação de dietas para aves com base no conceito de proteína ideal e em aminoácidos digestíveis. A principal vantagem deste processo é que as dietas são formuladas com maior precisão por serem atribuídos valores de digestibilidade para cada aminoácido dos ingredientes e com isto os níveis empregados são próximos aos que os animais necessitam.
A indústria animal tem pesquisado novos conceitos nutricionais para a avicultura: utilização de aditivos como probióticos, prebióticos, minerais orgânicos, enzimas (fitase, carboidrases, proteases, xilanases, amilases), ácidos orgânicos e antioxidantes. Recentemente, produtos como probióticos e prebióticos começaram a ganhar destaque por serem alimentos funcionais, possibilitando a redução de doenças e por propiciarem melhor qualidade intestinal e saúde animal.
O uso de enzimas exógenas na alimentação de aves reduz os fatores antinutricionais dos alimentos; aumenta a digestibilidade de amidos, proteínas e minerais; quebra ligações específicas que não disponibilizam os nutrientes e reduz a variabilidade do valor nutritivo entre alimentos melhorando a eficiência das formulações.
Os alimentos funcionais podem ser definidos como produtos alimentícios, que além de conter os nutrientes básicos essenciais possuem a condição específica para beneficiar o hospedeiro com melhorias na saúde.
Durante a fase pré-inicial, as aves têm a anatomia e a fisiologia do aparelho digestivo diferenciado e apresentam um rápido potencial de crescimento e as necessidades nutricionais são específicas em função da dificuldade em digerir e absorver certos nutrientes.
Na formulação de uma ração pré-inicial temos que considerar alguns aspectos como: exigência nutricional, tipo e qualidade dos ingredientes. É fundamental um rígido controle de qualidade para maximizar a capacidade digestivo-absortiva.
Logo após o nascimento, os pintinhos têm dificuldade de consumir ração na forma farelada e preferem ração com um diâmetro levemente inferior ao tamanho de sua glote e as rações minipeletizadas e/ou trituradas proporcionam melhores resultados por apresentarem um tamanho de partícula apropriada à ingestão.
O investimento nutricional feito nesta fase acaba sendo convertido em melhor resultado zootécnico e lucratividade. É importante frisar que os níveis nutricionais, a escolha dos ingredientes, o controle de qualidade das matérias-primas utilizadas, o processamento e a tecnologia de fabricação são fatores fundamentais para o sucesso da nutrição pré-inicial.
Nas demais fases (crescimento, engorda e abate) é importante avaliar se o desempenho das aves está adequado de acordo com o monitoramento do peso, isenção de doenças e conversão alimentar.
Já na dieta para poedeiras, o nível de energia da dieta é considerado o ponto de partida na formulação destas rações. Na avicultura a proteína e a energia são os fatores mais caros no custo de produção, sendo determinantes na produção de ovos. Com o aumento da ingestão de energia há um incremento na produção de ovos. É indispensável a atenção na relação entre  cálcio e o fósforo para se ter um bom desenvolvimento ósseo, produção de ovos e  para o nível de sódio na dieta, pois este interfere diretamente no metabolismo de absorção dos nutrientes.
A constante evolução genética das aves associadas às técnicas de manejo, nutrição, ambiência, controle de enfermidades, automação de equipamentos e principalmente os avanços na nutrição são fatores que possibilitaram a grande evolução da avicultura. Um ponto importante a ser frisado, é que nunca houve a utilização de hormônios. O alto desempenho das aves é resultado da combinação de inúmeras pesquisas nas áreas de nutrição, manejo, ambiência, sanidade e profissionalismo de todo o segmento.
Fonte: www.feedfood.com.br
Estudos comprovam: As grandes melhorias de desempenho e produtividade são impulsionadas por aditivos e suplementos
Por Allan Romulo F. Muche, Médico  Veterinário e Ger. Técnico

Gastos com nutrição animal representam a maior parte do custo em um sistema de criação. Neste contexto, a utilização de aditivos alimentares para diversos animais tem se mostrado uma boa alternativa para reduzir as despesas com alimentação (Oliveira et al., 2005). Após a proibição do uso de promotores de crescimento na nutrição animal pela União Europeia em 2006, a procura e os estudos por estes aditivos aumentaram consideravelmente (Gattas, 2005). Nos últimos anos as leveduras vivas têm sido utilizadas e tem promovido melhorias no desempenho e desenvolvimento de Ruminantes pois promove uma melhora significativa da fermentação ruminal. Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA, Brasília/DF), os aditivos são definidos como substâncias intencionalmente adicionadas aos alimentos com a finalidade de conservar, intensificar ou modificar suas propriedades, desde que não prejudiquem seu valor nutritivo. Estas substâncias agem controlando o metabolismo, aumentando a eficiência de utilização de alimentos e proporcionando aumento do desempenho produtivo dos animais (Oliveira et al., 2005). Dentre os aditivos existentes no mercado, as culturas de leveduras vivas na alimentação destacam-se como probióticos. A maioria das leveduras mais conhecidas e mais utilizadas comercialmente são as espécies relacionadas e cepas do Saccharomyces cerevisiaeO Saccharomyces cerevisiae é um microrganismo aeróbio facultativo, isto é, que tem a habilidade de se ajustar metabolicamente, tanto em condições de aerobiose como de anaerobiose (Lima et al., 2001)

A literatura especializada apresenta suficiente evidência dos benefícios da utilização de leveduras vivas em gado de leite e de corte.  No caso de ruminantes os seguintes efeitos benéficos são mencionados na literatura (Wiedmeier et al. (1987); Williams et al. (1991); Kung (1998); Wiedmeier et al. (1987); Martín y Nisbet (1992) e Higginbotham et al. (1998)):  Incremento do número de bactérias celulolíticas por melhoria das condições de anaerobiose no rúmen;  Este aumento de bactérias celulolíticas resulta num aumento da digestão de fibra, resultando em mais energia disponível ao animal;  Uma maior digestibilidade resulta num esvaziamento mais rápido do rúmen e consequentemente na maior ingestão de alimentos;  Maior ingestão e digestão de fibra resulta também numa maior produção de Ácidos Graxos Voláteis (AGV);  Maior ingestão de alimento, com melhor digestibilidade, mais energia e maior número de bactérias, resulta como consequência, no maior fluxo de Nitrogênio bacteriano do rúmen para o estômago verdadeiro;  Através da estimulação do crescimento de Selenomonas ruminantium, aumenta a utilização de lactato diminuindo a concentração de ácido láctico, funcionando como um tampão biológico e estabilizador do pH ruminal;  Todos estes efeitos sobre o funcionamento do rúmen resultam em maior produção, melhor condição corporal, prevenindo problemas decorrentes do mal funcionamento do rúmen como acidose e suas consequências como laminite, por exemplo.

Pesquisas realizadas, recentemente, demonstraram que a inclusão de leveduras vivas nas dietas de gado leiteiro, submetido a estresse térmico, resultou em maiores produções de leite e diminuição da frequência respiratória, demonstrando assim seu efeito positivo em animais sob este tipo de estresse. (Salvati et al., 2012).

Ainda com relação aos benefícios proporcionados pelo uso de leveduras vivas na alimentação de ruminantes, inclui-se uma redução de casos de mamites/mastites sub- clínicas que poderiam influenciar positivamente a qualidade do leite. Outro ponto importante a ser levado em consideração é uma relação custo/benefício positiva com a utilização deste aditivo na alimentação.
Fonte: www.feedfood.com.br

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Study: Organic vs inorganic mineral salts in poultry diets

Trace minerals are an essential part of poultry diets, even though the trace mineral requirements recommended by the NRC (1994) for poultry are based on very limited research work. For poultry producers, mineral salts are routinely over-formulated to ensure adequate levels are fed and requirements are met.

By: T Ao and J Pierce





Study: Organic vs inorganic mineral salts in poultry diets
This practice has caused concerns regarding optimising the genetic potential of modern breeds and environmental pollution. In recent years, extensive research work has been carried out to compare organic mineral sources, such as proteinates or amino acid chelates, with inorganic forms in poultry diets. This paper reviewed the research results conducted globally to date with mineral proteinate (Bioplex, Alltech Inc, USA) including Zn, Cu, Mn and Fe. These replicated trials have used broilers, pullets and laying hens of different ages and in various practical raising conditions such as cages and floor pens.

The main findings include:
  1. mineral proteinate has a higher retention rate and relative bioavailability value than reagent grade inorganic salts;
  2. the antagonism between minerals such as Zn and Cu could be avoided by using organic forms;
  3. supplementing high levels of Cu or Zn as inorganic salt in poultry diets negatively affected the efficacy of phytase in the diet, which could be overcome by using mineral proteinate;
  4. the replacement of inorganic minerals with lower level organic forms can support the optimal performance of broilers and layers and minimise the impact of minerals on the environment.
Font: http://www.allaboutfeed.net/