Estudos comprovam: As grandes melhorias de
desempenho e produtividade são impulsionadas por aditivos e suplementos
Por Allan Romulo F. Muche, Médico Veterinário e Ger. Técnico
Gastos com nutrição animal representam a maior
parte do custo em um sistema de criação. Neste contexto, a utilização de
aditivos alimentares para diversos animais tem se mostrado uma boa alternativa
para reduzir as despesas com alimentação (Oliveira et al., 2005). Após a proibição do uso de promotores de
crescimento na nutrição animal pela União Europeia em 2006, a procura e os
estudos por estes aditivos aumentaram consideravelmente (Gattas, 2005). Nos
últimos anos as leveduras vivas têm sido utilizadas e tem promovido melhorias
no desempenho e desenvolvimento de Ruminantes pois promove uma melhora
significativa da fermentação ruminal. Segundo o Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento (MAPA, Brasília/DF), os aditivos são definidos como
substâncias intencionalmente adicionadas aos alimentos com a finalidade de
conservar, intensificar ou modificar suas propriedades, desde que não
prejudiquem seu valor nutritivo. Estas substâncias agem controlando o
metabolismo, aumentando a eficiência de utilização de alimentos e
proporcionando aumento do desempenho produtivo dos animais (Oliveira et al., 2005). Dentre os aditivos existentes no mercado,
as culturas de leveduras vivas na alimentação destacam-se como probióticos. A
maioria das leveduras mais conhecidas e mais utilizadas comercialmente são as
espécies relacionadas e cepas do Saccharomyces cerevisiae. O Saccharomyces cerevisiae é um microrganismo aeróbio facultativo, isto é, que
tem a habilidade de se ajustar metabolicamente, tanto em condições de aerobiose
como de anaerobiose (Lima et al., 2001)
A literatura especializada apresenta suficiente
evidência dos benefícios da utilização de leveduras vivas em gado de leite e de
corte. No caso de ruminantes os seguintes efeitos benéficos são
mencionados na literatura (Wiedmeier et al. (1987); Williams et al.
(1991); Kung (1998); Wiedmeier et al. (1987); Martín y Nisbet (1992) e
Higginbotham et al. (1998)): Incremento do
número de bactérias celulolíticas por melhoria das condições de anaerobiose no
rúmen; Este aumento de bactérias celulolíticas resulta num aumento da
digestão de fibra, resultando em mais energia disponível ao animal; Uma
maior digestibilidade resulta num esvaziamento mais rápido do rúmen e
consequentemente na maior ingestão de alimentos; Maior ingestão e
digestão de fibra resulta também numa maior produção de Ácidos Graxos Voláteis
(AGV); Maior ingestão de alimento, com melhor digestibilidade, mais
energia e maior número de bactérias, resulta como consequência, no maior fluxo
de Nitrogênio bacteriano do rúmen para o estômago verdadeiro; Através da
estimulação do crescimento de Selenomonas ruminantium, aumenta a utilização de lactato diminuindo a concentração de ácido
láctico, funcionando como um tampão biológico e estabilizador do pH
ruminal; Todos estes efeitos sobre o funcionamento do rúmen resultam em
maior produção, melhor condição corporal, prevenindo problemas decorrentes do
mal funcionamento do rúmen como acidose e suas consequências como laminite, por
exemplo.
Pesquisas realizadas, recentemente, demonstraram
que a inclusão de leveduras vivas nas dietas de gado leiteiro, submetido a
estresse térmico, resultou em maiores produções de leite e diminuição da
frequência respiratória, demonstrando assim seu efeito positivo em animais sob
este tipo de estresse. (Salvati et al., 2012).
Ainda com relação aos benefícios
proporcionados pelo uso de leveduras vivas na alimentação de ruminantes,
inclui-se uma redução de casos de mamites/mastites sub- clínicas que poderiam
influenciar positivamente a qualidade do leite. Outro ponto importante a ser
levado em consideração é uma relação custo/benefício positiva com a utilização
deste aditivo na alimentação.
Fonte: www.feedfood.com.br
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